Obituário?

Eu sinto a banalidade. Que horror. Sabe mal, cheira mal.

No entanto, sou eu que lhe dou estas características. Oh, porquê?

Não, recuso-me. Afasta-te de mim. Essa palavra, essa propriedade não te define.

Bem, define se tu quiseres.

Olhei em frente para aquela última página e a banalidade nunca foi tão bonita.

Bem, agora já pode definir.

Tu dás-lhe os contornos que quiseres. És tu que a escolhes. A liberdade é uma coisa horrível. Não gosto desta responsabilidade.

Então deixa de deixar a vida fluir. Vê para além desses olhos escuros. Porque nem tudo o que é mau é escuro.

Essas coisas, esses pensamentos que tens como teus, são mais que comuns, e mesmo assim não perdem o seu encanto.

Vais aprender a lidar com isso. O feio e o bonito. É tudo relativo.

Prometo que vou tentar largar. Virar-me para os momentos mais ridículos, mais desprovidos de sentimento e abraçá-los com toda aquela força que estive a guardar durante todo este tempo.

Por achar que esses não são dignos. Mas são, mais do que eu posso imaginar.

Por isso olá a tudo aquilo que é igual a tudo aquilo.

Tive saudades.

No entanto, vou continuar com a minha diferença.

Que é igual à dos outros (?)

(bem-vindos à minha cabeça depois de ler Stoner de John Williams. Um livro. Eis o meu diálogo interior. Não me julguem. Não de facto podem julgar. É também para isso que cá estamos.)

Publicado por campainhaamarela

Bonjour

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